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Ponte Arrábida



Colecção cubos,

Pintado pela pintora Adelaide Moça

Óleo sobre tela

Tamanho 24*30 e 3cm De Lado

Valor 150.00



Um dos símbolos da cidade.
Barco Rabelo a subir o Douro, vê-se a Ponte Arrábida, tendo como fundo a marginal do Porto e Palácio de Cristal.




HISTÓRIA PONTE DA ARRÁBIDA

A Ponte da Arrábida foi a segunda a ser construída para a circulação rodoviária. A ela está intimamente ligada a construção da auto-estrada que faz a ligação entre o Norte e Sul de Portugal, constituindo uma das obras de maior importância para o desenvolvimento de todo o País.

Não foi no entanto possível fazer a ligação da auto-estrada à ponte D. Luiz I uma vez que esta já se encontrava, tal como a vemos hoje, sobrecarregada com um trafego intenso, motivado sobretudo pela expansão demográfica do distrito do Porto e do Concelho de Vila Nova de Gaia.

Por este motivo era necessária a construção de uma nova ponte sobre o Douro e o local escolhido foi, entre o morro do Candal, em V. N. Gaia e o da Arrábida, no Porto.

Quer o projecto, quer a direcção foram da autoria do Prof. Eng.º Edgar Cardoso.

E, a 22 de Junho de 1963 é inaugurada a Ponte da Arrábida, sendo considerada uma das mais longas do mundo no seu estilo, arqueada e em cimento armado.

O comprimento total do tabuleiro é de cerca de 615 metros, tendo uma largura de 27 metros. Inicialmente o tabuleiro possuía dois viadutos de acesso e duas faixas de rodagem independentes, duas pistas para ciclistas, dois passeios e um separador central.

Actualmente todas as características funcionais se alteraram excepto os dois passeios para peões, uma vez que o numero de faixas de rodagem que foi alargado para três de cada lado e as pistas para ciclistas desapareceram. Os dois arcos que formam a abóbada são ocos para reduzir o peso e estão unidos por ligamentos em diagonal, criando mais estabilidade transversal. O tabuleiro é sustentado por pilares assentes sobre os arcos. Podemos ainda admirar, e, para alguns recordar, as quatro pilastras localizadas quase nas extremidades da ponte que alojaram em tempos elevadores e monta-cargas de acesso ao dito tabuleiro.

O custo total desta obra orçou em cerca de 240 mil contos.

Nela foram gastos 20000 toneladas de cimento e perto de 59000 m3 de betão. Os varões e o aço laminado utilizado pesam aproximadamente 4500 toneladas.

A realização desta obra teve algumas fases delicada e verdadeiramente espectaculares, como por exemplo, a operação do fecho do cimbre.






HISTÓRIA DA CIDADE INVICTA

A História respira e transpira nas paisagens por vezes coloridas, outras vezes cinzentas do Porto. É essa a magia da amálgama de casario que se estende ao longo do belíssimo Douro. A história que se esconde por trás dos edifícios degradados, das pedras escuras e graníticas que constroem uma cidade escura, inclinada, pontilhada de marcos barrocos, medievais, contemporâneos. Um trilho imenso de séculos que testemunhou a evolução de um pequeno castro pré-histórico até se tornar na invicta e brava cidade que é hoje.

A cidade do Porto nasceu às mãos de Afonso Henriques, corria o ano de 1123. Depois disso, o jovem que viria a ser rei, lutou pela concretização dos sonhos de seu pai, Henrique: obter a independência do Condado Portucalense, transformando-o num reino (terminando com a vassalagem perante Leão), e expandir o território para sul, expulsando o inimigo muçulmano. Para isso, teve de enfrentar o seu avô, o seu tio e finalmente Teresa, a sua própria mãe, que derrotou em 1128, na Batalha de São Mamede, perto de Guimarães. Toda a sua vida lutou para realizar esses sonhos, e embora tenha morrido em 1185, com o Algarve ainda por conquistar, deixou todo um legado de terras, gentes e a esperança da construção de um novo país.

Para quem não tem muito o hábito de viajar para o norte e está habituadíssimo à luz de Lisboa, chegar ao Porto é muitas vezes como fazer uma incursão pelo Estrangeiro. São inúmeros os recantos, ruas, edifícios a fazer lembrar Praga, outros locais lembram Valetta, em Malta, por causa das ruas inclinadas em direcção à água.

Mas o Porto, além de ser um berço português, é também tradição vinícola, é um pecado nunca entrar nas Caves do Vinho do Porto, em Gaia, e provar do dito, e ainda percorrer o leito duriense, a bordo de um navio de cruzeiro, desde a Régua ao Porto.

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